3 de janeiro de 2011

PROFESSOR MANOEL GERÔNIMO (MANÉ)

Este é o Mané,meu amigo,grande cara...
Quando volto meus olhos para minha infância quase sempre me deparo com a figura do “Mané”,meu professor de história no primário,creio que tenha tido aulas com ele da 5ª a 8ª série lá no “Racanello”. Tempos bons aqueles, onde tínhamos prazer em ir a escola,tirar boas notas...afinal éramos obrigados a tirá-las senão a vara de marmelo comia em casa.Mas como era bom...tempos felizes em companhia dos amiguinhos no recreio, da fila da merenda,das brincadeiras ingênuas...
Me lembro de alguns de meus mestres à época: tinha a Dona Luiza, profª de matemática (brava que só ela),sempre com sua régua de metro nas mãos em busca de alunos distraídos à sua aula...era “Pláft ”na certa.Com ela ou você aprendia ou aprendia,não tinha meio termo. Tinha a professora Josâna, ,musa de meus sonhos de criança. Me lembro também da Dona Therezinha Hédder,uma cândura só...Do profº Atílio de inglês...Profº Eduardo,de Química e Física...Mas o professor que mais me marcou foi o profº Manoel, de História.Me simpatizei com ele a primeira vista, talvez pelo seu jeito simples e simpático.Sempre sério(era fingimento)para impor respeito.Fala mansa e pausada,paciência de Jô...Foi com ele que peguei gosto por História,seja ela medieval ou contemporânea.Raramente tirava menos que 10 na sua matéria.
Passados alguns anos voltei a reencontrar o Mané no Horácio Soares,no 2º grau ,só que agora como diretor de escola.Não creio muito que ele tenha gostado de me ver,(acho que gostou). Mas o Mané tinha lá os seus motivos...Não que eu fosse um “terror” na escola, mas ele sabia dos meus dotes rebeldes e revolucionários e talvez pressentisse que coisas iriam acontecer sob sua direção estando eu estudando lá...Realmente tivemos nossos bons momentos;estreitamos nossa amizade,pudemos nos conhecer melhor, afinal sempre ia visitá-lo em sua sala ou seja, na diretoria.Explico: não que eu fosse mandado para lá por insubordinação (bom,algumas vezes foram,admito),mas o fato é que eu gostava de ir até sua sala.Algumas vezes quando chegava atrasado,ia lá “cerrar” um café ou um cigarro(as vezes os dois) e nesse meio tempo batíamos um papo até dar o horário de eu entrar na segunda aula. Algumas vezes éramos surpreendidos pela “Madalena” (inspetora de alunos) que ao abrir a porta nos via lá papeando...só que neste momento o Mané mudava o tom da conversa,impostava a voz e me passava aquele “sermão”,falando de valores morais e éticos que regiam aquela escola, que eu era um insubordinado,que iria me dar uma “suspensão” se eu não me emendasse...Isto creio eu,fazia com que a Madalena se sentisse valorizada,pois algumas das vezes ela era que me encaminhava para a Diretoria.(sem motivos,juro!). Ah!, que saudades sinto da Madalena e sua broncas...Mas voltando aos fatos, tão logo ela saia,voltávamos (eu e o Mané) a jogar conversa fora,fumar um cigarro e a tomar café.... Bons tempos foram aqueles também.
Hoje,passado algumas décadas o Mané não é mais meu professor,não é mais meu diretor...Hoje o Mané se tornou meu amigo!
Hoje esta aposentado,curtindo seu merecido descanso,passeando com seus cachorros, cuidando de sua casa,aprendendo a usar a internet ...
Se eu sou oque sou hoje,devo muito ao Mané,então se quiserem culpar alguém culpem a ele, rsrsrsrsr...
Fica aqui minha homenagem ao Professor Manoel Gerônimo, meu eterno professor de história...,hoje, meu Amigo!
Valeu Mané!

Um comentário:

Marco Fábio Domingues disse...

Reginaldo, acho que estudei com
vc no Racanello. Recordo-me bastante do Prof. Mané e da Profa. Josana. Em que ano vc se formou no primeiro grau? Meu nome é Marco Fábio Domingues. Hoje sou Advogado e moro em São Paulo. Anote meu e-mail: marco.domingues@aasp.org.br. Vc consegue no Racanello uma lista de presença da época? Não me recordo dos sobrenomes dos colegas. Se tivermos os nomes dos professores também seria bom. Um abraço e parabéns pela matéria com o Prof. Mané. Vc o descreveu muioto bem.