Reginaldo Barata
É Escritor, Artista Plástico,
Poeta, Palestrante E Blogueiro
Explodiu a notícia: “O Cine Ourinhos seria vendido!”

Corria a boca pequena que o cine Ourinhos seria vendido:- talvez transformado em um supermercado ou quem sabe utilizado para que ali fosse colocada uma igreja.

Abalado com a notícia, o Profº Granja ciente da importância cultural e artística deste local inquietou-se diante do fato e inconformado pensou: ”Temos que fazer algo”. Afinal alguém teria que se posicionar diante de tal acinte.
Junto com o GAPO (Grupo dos Artistas Plásticos de Ourinhos) e seus alunos se articularam em prol de nossa cidade para que juntos pleiteassem o tão sonhado espaço. Começava ali a nossa libertação cultural das amarras que nos prendiam as pesadas cadeias da lógica.
A GUERRA COMEÇOU...

No dia seguinte, iniciou-se a estratégia de campanha para esta guerra em busca de nossa independência .
Saindo da FIO (Faculdades Integradas de Ourinhos) Juntamente com seus alunos, munidos de panelas,bumbos e estampidos de rojões : - “armas imprescindíveis a esta batalha”,nossos valorosos guerreiros,liderados pelo Profº Granja saíram rumo a residência do então Prefeito Esperidião Cury,situado na esquina das ruas Cardoso Ribeiro com Euclides da Cunha.
Foi um grande evento! Não se sabia se ali estava havendo uma festa ou um desfile de escola de samba.
Assustado com todo o movimento, olhando pelo vitrô de sua janela,Esperidião não acreditava no que via. Ali, à sua frente, um grupo de pessoas requeriam sua atenção. Granja, líder do movimento se anunciou e pediu uma audiência.
O assunto tratado diria respeito à criação de nosso futuro Teatro Municipal.
Esperidião Cury recebeu-os, juntamente com sua esposa, a senhora Nair, com toda a cordialidade que lhe era peculiar; colocando-se a par das reivindicações propostas e prontificou-se a lhes dar um parecer sobre o pedido que a Prefeitura comprasse o “Cine Ourinhos” transformando-o em um espaço público. Passado alguns meses, já descrente de que alguma solução viável fosse tomada, Granja se viu surpreendido por um comunicado vindo da prefeitura que viria a ser crucial ao que almejava. Um convite lhe havia sido feito para que comparecesse à prefeitura. Esperidião Cury o aguardava para lhe dar as boas novas. O que seria?
Para sua surpresa, se viu presenteado com nada mais nada menos do que com o Alvará do projeto, já aprovado para a execução daquilo que viria a ser o nosso Teatro .
Esperidião Cury, administrador nato, político por natureza, confidenciou-lhe que em sua mocidade, também já havia participado de grupos teatrais, e que era solidário a esta causa abraçada por nosso Professor. Não fugiria ele a regra e sabedor da importância deste projeto não se furtaria a que o mesmo viesse a ser concretizado.Enfim,revelou-se um Mecenas das Artes em nossa cidade.Em um átimo de entusiasmo e euforia se dirigiu ao Profº Granja e exclamou em alto brado:- “ O Teatro é nosso,a decoração é sua! Coordene!
Diante de tal afirmação Granja ficou perplexo, e em nome do Povo agradeceu.
BATALHAS PERDIDAS, MAS JUSTIFICADAS.
As obras começaram...
Houve muitos impedimentos de ordem técnica, estrutural e econômica, haja visto o fato de se tratar de um prédio antigo e com muitas deficiências estruturais.Exemplo disso foi percebido quando se aventou da remoção de duas pilastras que se encontravam na área do palco o que impossibilitava um maior dimensionamento da boca de cena. Em sendo assim, as mesmas acabaram por serem mantidas. Até porque sua remoção poderia comprometer a estrutura do prédio fazendo-o ruir.
Muitas foram as idéias propostas pelo Profº Granja. Uma delas seria a construção de um Fosso para se abrigar uma orquestra.Outra seria a de se construir uma pequena sala onde era o “Pulmam” para a realização de audições e recitais.Infelizmente,por uma questão de orçamento, as mesmas não puderam ser realizadas.Este fato muito o entristeceu pois que queria e almejava prestigiar Ourinhos com o que houvesse de melhor em termos de instalações culturais.Impossibilitado de ver estas suas reivindicações acolhidas, bateu o pé com relação aos outros itens da decoração e viu seu pedido ser atendido quanto ao estilo do referido espaço. Por sua sugestão o Teatro Municipal foi inspirado em um modelo Elisabetano do Séc.XVII,período este correspondente ao ápice da renascença inglesa, na qual se viu florescer a literatura e a poesia. Este foi também o tempo durante o qual o teatro Elisabetano cresceu , onde Shakespeare, entre outros, escreveram peças que rompiam com o estilo de seu tempo. Granja sempre foi afeito a quebrar dogmas e estilos e buscava com isto preservar sempre os valores da verdadeira arte pra nossa cidade. Enfim, uma pessoa além de seu tempo.
Havia à época uma crescente onda ecológica que começava a se espraiar pelo Brasil. O teatro Municipal de São Paulo indo a este movimento tratou logo de mudar a cor de suas cadeiras para o verde floresta, cor esta,símbolo da nova causa.
Só que diferentemente de Ourinhos, São Paulo possuía terras brancas, o que lhe permitia poder manter cores claras em seus teatros. Ourinhos, por ser uma cidade de terra roxa precisaria rever esta postura e por sua iniciativa optou-se pela cor vermelha, tanto nas cadeiras, como nas cortinas bem como no carpete de nosso teatro. O Carpete de 8 mm foi uma condição imposta por Granja para um melhor conforto e uma melhora da acústica do mesmo.Contava o teatro com 543 assentos,todos numerados, tendo ainda sua capacidade reduzida para o numero de 533,pois 10 destes assentos haviam sidos colocados à disposição de pessoas com deficiência física. Fato este inédito, pois esta não era uma questão a ser priorizada por nossos representantes, mas que por uma solicitação da então Secretaria de Educação e Cultura, Adelheid Litzinger Chiaradia, os deficientes tiveram também seus direitos preservados.
A INAUGURAÇÃO DO TEATRO.
Enfim o grande dia acontece.
No dia 13 de Dezembro de 1988, dia do aniversário da cidade, o então Prefeito Esperidião Cury, com pompa e circunstância inaugurou o Teatro Municipal De Ourinhos!Noite de brilho e de gala onde entrega o mais primoroso presente cultural à nossa cidade. O evento foi brindado com a apresentação da Orquestra de Câmara de São Paulo. Ambiente de vestes chiquérrimas:- Senhoras refinadas primavam por vestes de fino corte e davam o ar de sua presença ao memorável evento.
“Um cheiro de fragrância francesa havia sido percebida pelo professor Granja quando da inauguração” . Prenúncio de que os deuses do teatro por ali também circulavam.”
TEMPOS MODERNOS...
Clóvis Chiaradia é eleito o novo prefeito de Ourinhos em 1989, sua esposa, Adelheid Litzinger Chiaradia assume a Secretaria de Educação e Cultura. Novos tempos se iniciam.O Professor Granja é convidado para dirigir o Departamento de Cultura em nossa cidade, sendo seu primeiro diretor.
Drº Massato Nobuyasso doa a infra-estrutura para a instalação da primeira galeria oficial do município, que se encontra até hoje no saguão do teatro.
PAINÉIS
Um acordo firmado entre o agora diretor de cultura Profº Granja e o Banco Itaú deu condições a que os painéis que eram usados por nossos artistas no espaço cultural do referido banco fossem remanejados para o saguão do teatro, desde que os mesmos não fossem retirados do local,o que fez com que a galeria de arte municipal não deixasse nada a desejar em relação as galerias existentes no primeiro mundo.(Batalha perdida)
O Lustre do Teatro
Detentor de uma sensibilidade a flor da pele, entre idas e vindas à Europa, Granja se extasiava com os magníficos lustres que via enfeitando os saguões dos teatros os quais visitava. Pensou então: “Porque não termos em Ourinhos algo semelhante?”
Diante disto, ele próprio fez questão de desenhar o que viria a ser o “nosso lustre”.
De grandes dimensões, com cúpulas de pergaminho e cristais, pintado de branco, o mesmo foi doado pela também professora Adelheid Litzinger Chiaradia e cuja execução do projeto coube a D’Ferro Decorações.
Este lustre foi estrategicamente colocado no saguão onde hoje funciona a galeria, coroando a todos que adentravam ao Teatro Municipal.
Infelizmente hoje ele não esta mais lá no local que sempre lhe foi de direito para iluminar os passos daqueles que buscavam pela arte;foi retirado e colocado Deus sabe onde. (Batalha Perdida)
BRASIL 500 ANOS.

Através de uma portaria federal solicitava-se aos municípios a comemoração desta data. Sem verbas coube ao Professor Granja,diretor de cultura, apelar aos bons préstimos de um de seus alunos,Edilson Pedroso ,que de pronto aceitou a incumbência de transpor a idéia colocada por Granja,ou seja,a de recriar nas laterais ao lado da escadaria principal a 1ª missa do Brasil,obra de Victor Meirelles de 1860.O mural despendeu de Pedroso meses de intenso trabalho,resultando daí em uma nobre e digna obra de arte que enriqueceu ainda mais o patrimônio artístico de nossa cidade. Segundo o Profº Granja uma das mais belas obras de arte de Pedroso.
A pergunta que fica é: ”Porque é que de forma indiscriminada as paredes se encontram hoje pintadas de branco quando deveriam estar com o mural que fora pintado originalmente? (Batalha Perdida)
AS ESTRELAS NO HALL DE ENTRADA DO TEATRO


Muitos foram os artistas que passaram por nosso Teatro. Muitos de renome nacional e até internacional.
Alguns,pratas da casa. Mas todos eles deixaram sua marca indelével em nossa cultura. Como forma de homenageá-los Granja teve a idéia de criar estrelas de cerâmica (material farto em nossa cidade) com seus respectivos nomes nos moldes do que é feito nos Estados Unidos com sua calçada da fama. Criou aqui, nossa “parede da fama” onde os artistas assinavam seus nomes em estrelas (ainda cruas) que posteriormente eram queimadas e colocadas no saguão do teatro para registro das apresentações destes grandes nomes da arte brasileira e internacional que por aqui passaram. A exemplo disto podemos citar alguns nomes: Paulo Autran,Glória Meneses,Tarcísio Meira, Balé Estágiun,Ari Toledo,Vânia Bastos,Pena Branca e Chavantinho,L’estro Harmônico,Bertha Zimmel, Gisele Nassif, Benito Juarez, Ana Botafogo e a incontestável dama do teatro brasileiro,Fernanda Montenegro. Somando-se todas estas homenagens, o Hall do Teatro contava com mais de quarenta estrelas. Em que galáxias hoje habitam estas estrelas?


Diante de tudo o que foi exposto sobre todas estas coisas, Granja se faz a inevitável pergunta: “Ser ou não Ser...” Seria esta a questão? Seriam suas batalhas intermináveis contra moinhos de vento tal qual Dom Quixote? Batalha Perdida)
“... Hoje, mais de 20 anos após, Granja vê com grande emoção e alegria o tamanho da realidade que seu sonho adquiriu; grandes cortejos de atores, atrizes, bailarinos, bailarinas , músicos eruditos ou não,orquestras,conjuntos e bandas desfilam pelo seu palco fazendo o encantamento do Povo Ourinhense cada vez mais apaixonado pelo Teatro Municipal.”
Obrigado Granja por sua luta em prol da cultura de nossa cidade...Se não fosse pelo seu idealismo,Ourinhos teria perdido uma parte significativa de sua história.
É por estas e outras que Ourinhos tem uma divida de gratidão para com você.
Você que mais do que ninguém merece ser lembrado como a figura mais representativa da cultura em nossa cidade.
É Escritor, Artista Plástico,
Poeta, Palestrante E Blogueiro
Explodiu a notícia: “O Cine Ourinhos seria vendido!”

Corria a boca pequena que o cine Ourinhos seria vendido:- talvez transformado em um supermercado ou quem sabe utilizado para que ali fosse colocada uma igreja.
Abalado com a notícia, o Profº Granja ciente da importância cultural e artística deste local inquietou-se diante do fato e inconformado pensou: ”Temos que fazer algo”. Afinal alguém teria que se posicionar diante de tal acinte.
Junto com o GAPO (Grupo dos Artistas Plásticos de Ourinhos) e seus alunos se articularam em prol de nossa cidade para que juntos pleiteassem o tão sonhado espaço. Começava ali a nossa libertação cultural das amarras que nos prendiam as pesadas cadeias da lógica.
A GUERRA COMEÇOU...

No dia seguinte, iniciou-se a estratégia de campanha para esta guerra em busca de nossa independência .
Saindo da FIO (Faculdades Integradas de Ourinhos) Juntamente com seus alunos, munidos de panelas,bumbos e estampidos de rojões : - “armas imprescindíveis a esta batalha”,nossos valorosos guerreiros,liderados pelo Profº Granja saíram rumo a residência do então Prefeito Esperidião Cury,situado na esquina das ruas Cardoso Ribeiro com Euclides da Cunha.
Foi um grande evento! Não se sabia se ali estava havendo uma festa ou um desfile de escola de samba.
Assustado com todo o movimento, olhando pelo vitrô de sua janela,Esperidião não acreditava no que via. Ali, à sua frente, um grupo de pessoas requeriam sua atenção. Granja, líder do movimento se anunciou e pediu uma audiência.
O assunto tratado diria respeito à criação de nosso futuro Teatro Municipal.
Esperidião Cury recebeu-os, juntamente com sua esposa, a senhora Nair, com toda a cordialidade que lhe era peculiar; colocando-se a par das reivindicações propostas e prontificou-se a lhes dar um parecer sobre o pedido que a Prefeitura comprasse o “Cine Ourinhos” transformando-o em um espaço público. Passado alguns meses, já descrente de que alguma solução viável fosse tomada, Granja se viu surpreendido por um comunicado vindo da prefeitura que viria a ser crucial ao que almejava. Um convite lhe havia sido feito para que comparecesse à prefeitura. Esperidião Cury o aguardava para lhe dar as boas novas. O que seria?
Para sua surpresa, se viu presenteado com nada mais nada menos do que com o Alvará do projeto, já aprovado para a execução daquilo que viria a ser o nosso Teatro .
Esperidião Cury, administrador nato, político por natureza, confidenciou-lhe que em sua mocidade, também já havia participado de grupos teatrais, e que era solidário a esta causa abraçada por nosso Professor. Não fugiria ele a regra e sabedor da importância deste projeto não se furtaria a que o mesmo viesse a ser concretizado.Enfim,revelou-se um Mecenas das Artes em nossa cidade.Em um átimo de entusiasmo e euforia se dirigiu ao Profº Granja e exclamou em alto brado:- “ O Teatro é nosso,a decoração é sua! Coordene!
Diante de tal afirmação Granja ficou perplexo, e em nome do Povo agradeceu.
BATALHAS PERDIDAS, MAS JUSTIFICADAS.
As obras começaram...Houve muitos impedimentos de ordem técnica, estrutural e econômica, haja visto o fato de se tratar de um prédio antigo e com muitas deficiências estruturais.Exemplo disso foi percebido quando se aventou da remoção de duas pilastras que se encontravam na área do palco o que impossibilitava um maior dimensionamento da boca de cena. Em sendo assim, as mesmas acabaram por serem mantidas. Até porque sua remoção poderia comprometer a estrutura do prédio fazendo-o ruir.
Muitas foram as idéias propostas pelo Profº Granja. Uma delas seria a construção de um Fosso para se abrigar uma orquestra.Outra seria a de se construir uma pequena sala onde era o “Pulmam” para a realização de audições e recitais.Infelizmente,por uma questão de orçamento, as mesmas não puderam ser realizadas.Este fato muito o entristeceu pois que queria e almejava prestigiar Ourinhos com o que houvesse de melhor em termos de instalações culturais.Impossibilitado de ver estas suas reivindicações acolhidas, bateu o pé com relação aos outros itens da decoração e viu seu pedido ser atendido quanto ao estilo do referido espaço. Por sua sugestão o Teatro Municipal foi inspirado em um modelo Elisabetano do Séc.XVII,período este correspondente ao ápice da renascença inglesa, na qual se viu florescer a literatura e a poesia. Este foi também o tempo durante o qual o teatro Elisabetano cresceu , onde Shakespeare, entre outros, escreveram peças que rompiam com o estilo de seu tempo. Granja sempre foi afeito a quebrar dogmas e estilos e buscava com isto preservar sempre os valores da verdadeira arte pra nossa cidade. Enfim, uma pessoa além de seu tempo.
Havia à época uma crescente onda ecológica que começava a se espraiar pelo Brasil. O teatro Municipal de São Paulo indo a este movimento tratou logo de mudar a cor de suas cadeiras para o verde floresta, cor esta,símbolo da nova causa.
Só que diferentemente de Ourinhos, São Paulo possuía terras brancas, o que lhe permitia poder manter cores claras em seus teatros. Ourinhos, por ser uma cidade de terra roxa precisaria rever esta postura e por sua iniciativa optou-se pela cor vermelha, tanto nas cadeiras, como nas cortinas bem como no carpete de nosso teatro. O Carpete de 8 mm foi uma condição imposta por Granja para um melhor conforto e uma melhora da acústica do mesmo.Contava o teatro com 543 assentos,todos numerados, tendo ainda sua capacidade reduzida para o numero de 533,pois 10 destes assentos haviam sidos colocados à disposição de pessoas com deficiência física. Fato este inédito, pois esta não era uma questão a ser priorizada por nossos representantes, mas que por uma solicitação da então Secretaria de Educação e Cultura, Adelheid Litzinger Chiaradia, os deficientes tiveram também seus direitos preservados.
A INAUGURAÇÃO DO TEATRO.
Enfim o grande dia acontece. No dia 13 de Dezembro de 1988, dia do aniversário da cidade, o então Prefeito Esperidião Cury, com pompa e circunstância inaugurou o Teatro Municipal De Ourinhos!Noite de brilho e de gala onde entrega o mais primoroso presente cultural à nossa cidade. O evento foi brindado com a apresentação da Orquestra de Câmara de São Paulo. Ambiente de vestes chiquérrimas:- Senhoras refinadas primavam por vestes de fino corte e davam o ar de sua presença ao memorável evento.
“Um cheiro de fragrância francesa havia sido percebida pelo professor Granja quando da inauguração” . Prenúncio de que os deuses do teatro por ali também circulavam.”
TEMPOS MODERNOS...
Clóvis Chiaradia é eleito o novo prefeito de Ourinhos em 1989, sua esposa, Adelheid Litzinger Chiaradia assume a Secretaria de Educação e Cultura. Novos tempos se iniciam.O Professor Granja é convidado para dirigir o Departamento de Cultura em nossa cidade, sendo seu primeiro diretor.Drº Massato Nobuyasso doa a infra-estrutura para a instalação da primeira galeria oficial do município, que se encontra até hoje no saguão do teatro.
PAINÉIS
Um acordo firmado entre o agora diretor de cultura Profº Granja e o Banco Itaú deu condições a que os painéis que eram usados por nossos artistas no espaço cultural do referido banco fossem remanejados para o saguão do teatro, desde que os mesmos não fossem retirados do local,o que fez com que a galeria de arte municipal não deixasse nada a desejar em relação as galerias existentes no primeiro mundo.(Batalha perdida)O Lustre do Teatro
Detentor de uma sensibilidade a flor da pele, entre idas e vindas à Europa, Granja se extasiava com os magníficos lustres que via enfeitando os saguões dos teatros os quais visitava. Pensou então: “Porque não termos em Ourinhos algo semelhante?”
Diante disto, ele próprio fez questão de desenhar o que viria a ser o “nosso lustre”.
De grandes dimensões, com cúpulas de pergaminho e cristais, pintado de branco, o mesmo foi doado pela também professora Adelheid Litzinger Chiaradia e cuja execução do projeto coube a D’Ferro Decorações.
Este lustre foi estrategicamente colocado no saguão onde hoje funciona a galeria, coroando a todos que adentravam ao Teatro Municipal.
Infelizmente hoje ele não esta mais lá no local que sempre lhe foi de direito para iluminar os passos daqueles que buscavam pela arte;foi retirado e colocado Deus sabe onde. (Batalha Perdida)
BRASIL 500 ANOS.

Através de uma portaria federal solicitava-se aos municípios a comemoração desta data. Sem verbas coube ao Professor Granja,diretor de cultura, apelar aos bons préstimos de um de seus alunos,Edilson Pedroso ,que de pronto aceitou a incumbência de transpor a idéia colocada por Granja,ou seja,a de recriar nas laterais ao lado da escadaria principal a 1ª missa do Brasil,obra de Victor Meirelles de 1860.O mural despendeu de Pedroso meses de intenso trabalho,resultando daí em uma nobre e digna obra de arte que enriqueceu ainda mais o patrimônio artístico de nossa cidade. Segundo o Profº Granja uma das mais belas obras de arte de Pedroso.
A pergunta que fica é: ”Porque é que de forma indiscriminada as paredes se encontram hoje pintadas de branco quando deveriam estar com o mural que fora pintado originalmente? (Batalha Perdida)
AS ESTRELAS NO HALL DE ENTRADA DO TEATRO


Muitos foram os artistas que passaram por nosso Teatro. Muitos de renome nacional e até internacional.
Alguns,pratas da casa. Mas todos eles deixaram sua marca indelével em nossa cultura. Como forma de homenageá-los Granja teve a idéia de criar estrelas de cerâmica (material farto em nossa cidade) com seus respectivos nomes nos moldes do que é feito nos Estados Unidos com sua calçada da fama. Criou aqui, nossa “parede da fama” onde os artistas assinavam seus nomes em estrelas (ainda cruas) que posteriormente eram queimadas e colocadas no saguão do teatro para registro das apresentações destes grandes nomes da arte brasileira e internacional que por aqui passaram. A exemplo disto podemos citar alguns nomes: Paulo Autran,Glória Meneses,Tarcísio Meira, Balé Estágiun,Ari Toledo,Vânia Bastos,Pena Branca e Chavantinho,L’estro Harmônico,Bertha Zimmel, Gisele Nassif, Benito Juarez, Ana Botafogo e a incontestável dama do teatro brasileiro,Fernanda Montenegro. Somando-se todas estas homenagens, o Hall do Teatro contava com mais de quarenta estrelas. Em que galáxias hoje habitam estas estrelas?


Diante de tudo o que foi exposto sobre todas estas coisas, Granja se faz a inevitável pergunta: “Ser ou não Ser...” Seria esta a questão? Seriam suas batalhas intermináveis contra moinhos de vento tal qual Dom Quixote? Batalha Perdida)
“... Hoje, mais de 20 anos após, Granja vê com grande emoção e alegria o tamanho da realidade que seu sonho adquiriu; grandes cortejos de atores, atrizes, bailarinos, bailarinas , músicos eruditos ou não,orquestras,conjuntos e bandas desfilam pelo seu palco fazendo o encantamento do Povo Ourinhense cada vez mais apaixonado pelo Teatro Municipal.”
Obrigado Granja por sua luta em prol da cultura de nossa cidade...Se não fosse pelo seu idealismo,Ourinhos teria perdido uma parte significativa de sua história.
É por estas e outras que Ourinhos tem uma divida de gratidão para com você.
Você que mais do que ninguém merece ser lembrado como a figura mais representativa da cultura em nossa cidade.



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